Pegando um metrô pra Unova



Ei, aqui é o Gus. Bem, eu não tenho postado muito em Alola (sorry for that), apesar de meu PC já ter chegado, por falta de tempo e alguns outros fatores. Eu anunciei há um tempo considerável que seria o responsável por escrever a região de Alola e deixei o blog aberto para um colaboração linda e maravilhosa de todos os membros da Aliança que se dispuseram a postar as notícias pra mim. Primeiramente (a vontade de colocar a ~célebre frase~ aqui é grande), gostaria de agradecê-los todos. E ao Canas, lógico, por ter criado a Ohana Dreams, que é ótima (vão ler!). E enfim, pedir longas desculpas porque - como você já deve ter percebido pelo tom desse texto - vou deixar Alola.

Calma! Não é isso. Eu não vou deixar a Aliança. Na verdade, eu vou escrever Unova. Sim, sim, estranho, confuso. Mas calma. Vamos explicar certinho. Textinho curto, mas de coração.

Azul para Doritos e Laranja pro Gus. 

Quando Sun and Moon foi anunciado, eu só pensei: "Yeah, legal. Uma nova geração". Mas então as notícias não pararam, e a cada informação nova o meu amor pela região cresceu. Todos os Pokémon chamaram minha atenção, e em um determinado momento não podia mais ignorar. Os suspiros, os olhares perdidos.. Tudo denunciava: Eu estou apaixonado por Alola.

Unova sempre foi meu bebê. Eu sempre amei os personagens (é clichê gostar do N? é! mas eu gosto sim e f*d*c) e Pokémon Black foi um dos jogos mais divertidos que eu já joguei. Eu não sou o tipo ~jogador de competitivo~ de pessoa porque: 1) sem portátil e sem poder usar a internet pra batalhar com outros treinadores online; 2) humanas; então o mais importante pra mim nos games de Pokémon era sempre a história e o enredo e Unova foi a que me entregou isso com mais riqueza. Lógico, tem mais volume (dois pares de jogos com histórias e personagens diferentes), mas toda a ideia da Equipe Plasma, Zekrom e Reshiram, o clima da região e todos os personagens incríveis me cativaram bastante. E além de tudo, apesar de ser uma geração com bastante haters (f*cking genwunners), é uma das regiões com os melhores pokémons pra mim -- se não a região com os melhores pokémons. Resumindo, Unova is my bae. (nota: eu sei que o plural de Pokémon é Pokémon, mas deixa eu abrasileirar as coisas em paz. Valeu.)

Minha amizade com o Gus já dura 2 anos, eu o conheço o bastante pra saber desse amor por Unova... E enquanto as notícias de Alola iam me enlouquecendo, eu tentava desenvolver a minha fic. Eu sei que revelei alguns planos e que alguns de vocês podem ter se animado, mas eu não podia negar que o enredo da quinta geração combinava mais com o Gus. Novos Pokémon eram revelados com o passar dos dias, e o Gus deixava claro seu descontentamento com o visual de alguns, então elaborei um plano genial. Peguei meu violão e fiz uma serenata para ele! Após mostrar seu contentamento, eu sabia que estava na hora de mostrar o belo buquê que comprei pra ele. Cheguei bem perto, me ajoelhei, e disse:
"Hey menino Gus, quer trocar comigo?"

Como o Doris fica muito fofo se humilhando perdidamente aos meus pés, eu disse "sim". Hoje temos dois filh-- brincadeira, eu aceitei porque definitivamente era o que queria. Gus disse sim de prontidão? Não, Gus é um menino difícil que não se convence facilmente pela carinha do Doris. Gus enrolou-o por meses? Por aí, até ter pensado bastante e assentido, embora já estivesse claro há um tempo. Dento irá comentar nesse post porquê ele terá um olhar muito tendecioso nesse parágrafo? Com certeza. Mas, piadinhas feitas, agora Unova é minha, Alola é do Doritos e seguiremos nossas vidas -- e blogs. Eu não sei como vocês vão reagir a essa troca (rezando para o cosmos que bem), mas acontece. Aconteceu, no caso. Que fique claro que não foi por nenhuma briga ou qualquer coisa do tipo. Os motivos estão explicítos e todos aqui. E, eu não tenho culpa se a Game Freak fez boa parte dos pokémons ruins, Doris (<3). E Star, os Alolan Pokémon SÃO melhores dos que os de Kanto. Te amo <3.

Eu infelizmente não poderei comprar o jogo logo no lançamento, mas farei isso o mais rápido possível, prometo ! Já tenho planos para os protagonistas da fic, e muito conteúdo extra enquanto isso. Nuzlockes, um diário dos sonhos, e quem sabe aquele tão sonhado tutorial competitivo ? Planejo eventos interativos para jogarmos juntos, e um já está por vir, envolvendo outras regiões da aliança. (Fiquem ligados, as vagas serão limitadas :v) Assim que o jogo lançar pretendo trazer minha gameplay e postar minha opinião sobre diversos pontos, até mesmo o que pretendo aproveitar na fic.

Eu já planejei os pontos prinicipais de Unova, alguns personagens e o final, em partes. Porque sou eu. E eu faço esse tipo de coisa, apesar de ainda não ter pensado em 99% da fic e ter deixado muitos personagens de fora ainda por adicionar. Escrever, no entanto, é bem mais difícil. Me exige tempo (no meu caso escasso), estar criativo no dia, com a ansiedade controlada e sem ter um milhão de coisas me incomodando. E tem isso de que só consigo escrever um capítulo depois de já ter ele pronto na minha cabeça. Pois é. Tenso. Escrevi alguns capítulos, mas decidi para o meu bem e para o bem da fic só postar um capítulo depois de o próximo estar pronto. Da fic em si, esperem bastante coisa original, bastante coisa e personagens que vocês já conhecem, bastante drama e tragédia, um climinha (coloque aqui qualquer adjetivo para que eu não precise escrever "'''~~top~~"') de aventura, vários plot twists e personagens que, espero eu, vocês possam criar empatia por. É bem mais focado na trama que eu considero principal (Equipe Plasma e lendários) do que na Liga (ginásios e etc.) em si, vou avisando. Sobre o blog (coisas que não a fanfic) em si, prometo postar muitas coisas interessantes que são relacionadas à fanfic e textos sobre algum assunto entre os capítulos.

Enfim, galera É só isso! Espero que não nos odeiem, e que entendam que a troca foi o melhor para todos. É quase como se estivéssemos em casa agora. Tudo que podemos pedir é paciência, pois o melhor está por vir! Aguardem! Até a próxima! \o/

Obrigado pela paciência, desculpas de novo e é só isso mesmo. Doris é uma ótima pessoa (e tem um cabelo legal tho) e eu sei que ele vai cuidar muito bem de Alola. Eu me dispeço de Alola, mas já indo pra Unova. Esperem capítulos de Unova em breve, comentem suas expectativas pra cada fic -- e ideias: eu irei ouví-las, falem o que gostariam de ver em Unova, o que não gostariam de ver, tudo e qualquer coisa. Boa noite, tarde ou manhã e até mais <3 <3 <3 .


https://aventuras-em-unova.blogspot.com/

19/08 - Trailer confirma novos Pokemon vazados pela CoroCoro!


Em um trailer rápido postado no canal oficial do Youtube de Pokemon, foram revelados 4 novos monstrinhos, sendo 3 desses os vazados pela revista CoroCoro do mês de Agosto.





CRABRAWLER

Tipo: Fighting
Habilidade: Hyper Cutter/Iron Fist
Informações:
O Crabrawler odeia perder, sendo motivado pelo objetivo de chegar mais longe do que os seus companheiros, não só em termos de estatuto social, mas também para atingir uma posição mais elevada em termos físicos. Talvez por esta razão possa ser encontrado, frequentemente, agarrado a pessoas altas ou às paredes dos edifícios! Se tentar removê-lo contra a sua vontade, irá receber um soco potente em troca. 
A comida preferida do Crabrawler são Bagas. Bate nos troncos das árvores para abanar bem os ramos e fazer cair as Bagas maduras ao chão para desfrutar do banquete! Muitos Crabrawler poderão reunir-se à volta das árvores, mas apenas o que sair vitorioso de uma batalha contra todos os outros recebe o privilégio de comer as Bagas maduras. 
O Crabrawler utiliza as suas garras para proteger a cara e a barriga quando se aproxima de um adversário para o atacar. Os seus golpes são suficientemente fortes para partir os troncos das árvores ao meio! As pinças do Crabrawler são, frequentemente, arrancadas durante os seus combates - e diz-se que são deliciosas.


SANDYGAST

Tipo: Ghost/Ground
Evolução: Palossand
Habilidade: Water Compaction
Informações:
Um Sandygast emerge quando as escamas dos Pokémon e de outras criaturas são absorvidas pela areia, após estes serem derrotados durante a batalha. Trata-se, basicamente, de um monte de areia possuído! 
Caso agarre acidentalmente a pá de um Sandygast, irá cair sob o controlo deste Pokémon. O Sandygast utiliza os seus poderes para manipular as crianças e levá-las a reunir areia, aumentando, assim, o tamanho do seu corpo. Se um Sandygast perder a sua pá, poderá substituí-la por um ramo de árvore, uma bandeira ou qualquer outro objeto. Estes Sandygast vagueiam em busca das suas próprias pás. 
A boca do Sandygast, semelhante a um túnel, pode sugar a vitalidade das pessoas e dos Pokémon. Aparentemente, pôr a mão na boca de um Sandygast é um teste de coragem na região de Alola. 
O Sandygast possui a nova Ability Water Compaction, uma Ability que nenhum outro Pokémon teve anteriormente. Graças à Water Compaction, a sua estatística de Defesa subirá 2 níveis caso seja atingido por um movimento Water-type.

PALOSSAND

Tipo: Ghost/Ground
Pré-Evolução: Sandygast
Habilidade: Water Compaction
Informações:
O Palossand controla os humanos adultos, obrigando-os a construir um castelo de areia que lhe serve de camuflagem e aumenta as suas capacidades defensivas. Ao contrário do Sandygast, se um Palossand perder alguns grãos de areia do seu corpo, é capaz de se recuperar sozinho. Enquanto vagueia em busca de presas, a pá situada no topo da cabeça do Palossand roda. Diz-se que a pá pode funcionar como uma espécie de radar.



STUFFUL

Tipo: Normal/Fighting
Evolução: Bewear
Habilidade: Fluffy/Klutz
Informações:
A aparência e os movimentos engraçados do Stufful - aliados ao toque macio do seu pelo - contribuem para a sua enorme popularidade! 
Este Pokémon pode ter um corpo pequeno, mas a sua força é extraordinária. Sofrer um dos seus poderosos golpes, inesperadamente, pode derrotar até os Pokémon mais bem treinados!

18/08 - Novo Pokemon revelado


Durante a transmissão da Nintendo na Gamescom, evento de jogos que ocorre na Alemanha, foi revelado um novo Pokémon.


TURTONATOR



Tipo: Fire/Dragon
Habilidade: Shell Armor
Informações: 
Por viver em vulcões, alimentando-se de enxofre e outros materiais encontrados perto de crateras vulcânicas, a carapaça do Turtonator está revestida por uma camada de materiais explosivos composta, principalmente, por enxofre. Quando algo atinge este Pokémon, os chifres da sua carapaça libertam faíscas e provocam uma explosão! 
Nas áreas circundantes das crateras vulcânicas, este Pokémon disfarça-se de rocha e aguarda pelas suas presas. No momento em que a presa pisa a sua carapaça, o Turtonator atinge-a com a sua própria cauda, provocando uma explosão! 
As explosões provocadas pela carapaça do Turtonator são libertadas através de um orifício situado no meio da parte frontal do corpo deste Pokémon. Este é o ponto fraco do Turtonator. Os ataques que acertem na sua barriga irão causar danos graves. 
O Shell Trap é um movimento que apenas o Turtonator é capaz de aprender. Graças a este movimento, este Pokémon pode criar uma armadilha no início da jogada e, caso o Turtonator seja atingido por um ataque físico de um adversário nessa mesma jogada, o Shell Trap desencadeia uma explosão que causará danos extremamente graves ao seu adversário.

Ohana Dreams (Capítulo 5)

O sol decidiu castigar toda a região de Alola naquela manhã. A temperatura beirava os 37º C, não se parecia nem um pouco com um clima de inverno, e estava simplesmente inviável passar calor dentro de casa. Em um lindo dia como aquele, não havia nada melhor do que programa favorito dos habitantes locais: passar o dia na praia. Não eram apenas os turistas que aproveitavam o que Alola oferecia de melhor, um presente como aquele jamais poderia ser ignorado, ainda mais quando se mora a poucos metros da areia branca.
Todos se reuniam na Baía do Rei, o santuário secreto da família. Dylan era um convidado especial — havia combinado que ensinaria Hal a surfar, mas só se o pequeno começasse com uma prancha do seu tamanho, uma versão simples de bodyboard, antes de leva-lo para além das pedras, onde costumava ser perigoso e muitas vezes acidentes aconteciam. Mili fez com que Dylan prometesse cuidar bem de seu irmãozinho, pois só assim daria o aval para que eles saíssem e se divertissem juntos.
— Eu só não quero que você passe dos recifes, ouviu bem? O mar aberto é perigoso e você pode ser atacado por um Gyarados selvagem, ou quem sabe até um Sharpedo! — dizia Miliani enquanto passava protetor solar nas costas de seu irmão. — Fique apenas onde seus pés alcançarem e então tudo vai ficar bem.
— Mili, eu já venho aqui com tanta frequência e conheço cada pedra da área — respondeu o garoto. — E tem mais, o Rei sempre me protege.
Ela sorriu, pois concordava que o grandioso Mantine, muito maior do que qualquer outro, era o verdadeiro protetor daquelas águas e ele jamais deixaria um Pokémon ou sequer ser humano correr perigo em seus domínios.
Pediu para que Hal se virasse, e com as duas mãos fez uma marca bem nas costas do menino e depois pintou sua cara de protetor solar, como se ele fosse um indígena.
— Agora está prontinho! — ela sorriu, dando um tapinha de leve no bumbum dele. — Vai brincar, vai!
Kailani observava a cena, e depois que o garoto se afastou, decidiu intervir:
— E quando é que você vai passar bronzeador em mim também?
— Você já usou umas três vezes desde que chegamos.
— Oh, que pena. Eu estava para tirar a minha parte de cima do biquíni para não deixar marquinha! Mas já que você não quer...
— Tem gente aqui hoje, Kai, se manca! Controle seus hormônios.
— É que perto de você é quase impossível.
Hal entrou no mar e vestiu seus óculos de nadar que estavam sempre no pescoço. Dylan já estava no seu aguardo do outro lado, observando as meninas de longe.
— Ah, cara, se eu morasse perto de uma beldade dessas...
— Ela é minha irmã, se tentar roubá-la de mim eu quebro seu nariz.
O rapaz loiro riu e logo guiou o mais jovem para uma área com ondas melhores para surfar. Por tratar-se de uma baía, tudo era muito calmo e a maioria das ondas quebravam antes mesmo de chegar à costa, mas foi o suficiente para ensinar alguns princípios básicos e fazer com que Hal ficasse de pé por longos c segundos em cima da prancha. Ainda era cedo quando Hal convidou o estrangeiro a fazer uma das atividades favoritas suas: mergulhar. Eles não precisavam de equipamentos adequados para tal tarefa, bastasse um par de óculos para conseguir enxergar o mundo que existia debaixo das águas quentes de Alola.
— Você só precisa segurar a respiração e me seguir, entende? Por quanto tempo acha que consegue?
— Sei lá, acho uns dois minutos — sugeriu Dylan.
— Caso esteja se afogando, vou tentar te salvar.
— Só se a sua irmã prometer fazer respiração boca-a-boca em mim depois.
Hal foi na frente, guiando Dylan por debaixo dos recifes mais altos que tampavam a passagem das pessoas e criaturas marinhas de maior parte. Os dois seguiram por uma caverna, e uma infinidade de peixes e criaturas exóticas puderam ser encontradas ali. Havia cardumes de Remoraids, e também Luvdiscs e Corsolas escondidos entre as rochas. A caverna era ancestral, suas paredes foram moldadas pelas ondas e brilhavam com o reflexo das águas. O visitante encantou-se com a cena, lembrava-lhe muito a Granite Cave na Ilha de Dewford, sua terra natal.
Dylan surpreendeu-se com um peixe de cores chamativas em tons róseos e lilás, nunca tinha visto nada parecido. Quando tentou aproximar-se, um Octillery saiu entre as pedras e soltou um jato de tinta na cara dele para depois desaparecer. O peixe rosa também havia sumido. Eles continuaram seguindo até chegar do outro lado da gruta para pegar um pouco de ar e retomar a viagem.
Quando voltaram para a superfície, mal podiam conter sua ansiedade:
— Caramba, eu vi tantos Pokémons aquáticos diferentes! O que era aquele todo colorido? Ele parecia estar indo para o carnaval, nunca vi nada parecido! — falou Dylan.
— Aquilo era um Bruxish, e eles são nativos aqui de Alola — explicou-lhe Hal. — O povo da ilha costuma deixa-los em paz porque eles espantam outros Pokémons aquáticos mais perigosos, espécies diferentes têm medo só de ouvir o rangido dos dentes dele!
— Maninho, isso é demais, quando eu voltar quero levar alguma coisa de Alola para Hoenn. Esse lugar já é como a minha segunda casa!
Quando alcançaram a bancada de areia, tanto Kai quanto Mili estavam de bruços pegando um bronzeado. Dylan sentou-se na sombra, e ainda vidrado com a visão que tivera da gruta, mal conseguiu concentrar-se nas meninas.
— Eu gostaria de ver mais dos Pokémons daqui. Alola não têm um aquário ou coisa parecida?
— Ter, até tem — Hal falou meio discreto —, mas dizem que é o maior e mais famoso do mundo, então já dá para imaginar que a entrada não seja barata, né? Eu prefiro estar em contato com essas criaturas aqui, em seu habitat natural.
— Poxa, então me deixe leva-los! É sério, vai ser um passeio nosso, primeiro vocês me convidaram para almoçar e agora tive a oportunidade de conhecer o santuário da família, deixem-me retribuir o favor.
— Está falando sério? — Mili entrou na conversa, tirando os óculos de sol. — Tipo, todos nós? Ficaria caro demais...
— Pfthh... Isso aí é de menos. Papai dá um jeito — Dylan riu, ficou de pé e alongou os braços. Mili voltou a colocar os óculos escuros, pois assim poderia encarar o corpo dele à vontade. — Então está combinado. Aprontem-se, semana que vem vamos todos ao aquário! Quero chamar até o Ika e o Uko, aqueles caras são gente boa demais.
Mili olhou para sua amiga, como se esperasse uma confirmação por parte dela. Kai deu de ombros. Um passeio extra seria sempre bem vindo.
 O aquário de Alola era uma atração feita para os turistas, e muitas vezes nem mesmo o povo de lá tinha chances de visita-lo, pois ficava numa ilha vizinha e só custos de entrada e transporte eram gigantescos. Mas Dylan estava tão disposto a ir que negá-lo essa oportunidade seria uma tremenda maldade, ele fazia questão da companhia de seus novos amigos, uma vez que Izrael estava muito ocupado estudando métodos de meditação e concentração com o povo da montanha.
Seria um belo programa em família. O que poderia dar errado?


No dia marcado, Mili arrumava as malas como se fosse ficar um ano fora. Eles mal passariam um dia inteiro longe, mas só voltariam bem à noite. Ela já nem se lembrava da última vez que fizera um programa como aquele, sair para passear sem compromissos, só aproveitar. Por não ser a única adulta presente, talvez não precisasse ficar tão em cima de seu irmão mais novo, mas algo em seu peito ainda dizia para ficar de olho nele.
Kailani passaria a noite com ela antes da viagem. As duas estavam na mesma cama, quietas sob a claridade de uma única lâmpada. Kai estava agitada demais para dormir, e por isso tentava ouvir um pouco de música, mas por algum motivo decidiu comentar:
— Até que o loirinho é gente fina.
— Ele é um amor — assumiu Miliani, virando-se para ela. — Achei tão legal o Dylan convidar todos vocês para irem ao aquário também, não é como se ele estivesse preparando um encontro romântico ou coisa do tipo, ele realmente gosta de vocês, tanto que sempre digo que para ficar comigo, o primeiro passo é gostar da minha família.
— Não vai pensando que eu gosto do cara, hein? A única pessoa que eu adoro aqui é você. Não consigo nem sonhar mais em como é estar com homem, eles são tão... tão... estranhos.
— Estou muito feliz por estarem se dando bem. Já consigo deixa-los juntos na sala sem que tentem se matar.
— É. Já é um avanço.
Kailani desligou a música e apagou a luz. Depois virou-se para o outro lado e cruzou os braços. As duas ficaram em silêncio por alguns segundos, mas uma dúvida não saía de sua cabeça.
— Você ainda acha que ele é o homem da sua vida?
— Ele faz meu coração palpitar — Mili respondeu, olhando para o teto, os pensamentos à mil. — Vocês dois fazem.
— Eu gostaria de ter grana pra pagar uma ida ao aquário para vocês também...
— Não diga uma coisa dessas! Você é sempre tão boa comigo, eu não poderia pedir por uma companhia melhor, e não é o dinheiro que me faria mais feliz. Você me faz feliz. Todos vocês, ainda mais quando posso tê-los debaixo de minhas asas — respondeu Miliani, abraçando sua amiga com carinho. — Só que tudo isso é tão confuso... Às vezes eu gostaria de ter os dois para mim, ao mesmo tempo.
— Aposto que o loirinho ia gostar. Mas nem vem com ideia!
— Heh, heh. Vou pensar no assunto.

No dia seguinte, todos já estavam prontos em frente à casa dos Kameahookohoia. Ika fez uma rápida oração pedindo proteção na viagem, e logo em seguida embarcaram. A viagem duraria cerca de duas horas até a próxima ilha, eles pegaram um barco alugado e divertiram-se muito no caminho até lá.
Ao chegarem à cidade mais próxima, era possível notar a diferença dos vilarejos mais simples com as áreas que começavam a se modernizar. O “Maior Aquário do Mundo” já podia ser visto de longe no oceano, um Octillery gigantesco inflável protegia a entrada com seus oitos tentáculos, havia também a incrível ossada de um Wailord que encalhara na praia havia pelo menos trinta anos, e agora servia como atração para turistas que jamais tiveram a chance de ver um.
O aquário era famoso por ter um exemplar de praticamente todos os Pokémon do tipo aquáticos existentes, de Kanto à Unova. Tinha também uma área separada para sapos da família dos Poliwags e Tympoles, e até uma zona refrigerada com raríssimos exemplares de Piplups e um formoso Empoleon que os liderava. Uma das atrações mais famosas era o laboratório de fósseis, onde os cientistas e acadêmicos da ilha de Cinnabar foram capazes de reviver um exemplar de Omanyte dos tempos antigos após anos de experimentos.
Hal estava maravilhado com a visão. Seu Popplio estava muito bem acomodado em sua mochila logo atrás, e também parecia ansioso em ver alguns peixes de pertinho.
— Só não tente comê-los, ouviu, Chefe?
A família seguiu até o a recepção onde Dylan comprou as entradas e surpreendeu-se por ter sido tão barato (pelo menos para seus padrões). Ika e Uko compravam ração para jogar aos Magikarps que tinham logo na entrada, mas os peixes estavam tão gordos que não quiseram comer mais nada.
Hal queria fazer um pouco de tudo quando sua irmã chamou-o para um canto e ajoelhou-se em sua frente.
— Venha aqui, mocinho — ordenou, ficando de joelhos para ajeitar as roupas do garoto que já estavam todas amassadas. — Não pense em sair de perto de mim, ouviu?
— Mili, eu já quase doze anos.
— Eu sei. E continua se metendo em encrenca. Essa é uma viagem do Dylan, então não quero que você estrague tudo como costuma fazer. Lembra da sua última excursão com os meninos da escola?
— Aquilo foi um acidente, e eu não estava envolvido.
— É. Mas estava no lugar errado e na hora errada! Estou de olho em você, mocinho.
— Às vezes você fala que nem a mamãe...
Dylan comprou as seis entradas e as distribuiu. Eles não estavam na alta temporada de férias, mas em qualquer época do ano havia um público razoável disposto a visitar o maior aquário do mundo. Uma moça de cabelos ondulados prontificou-se a fazer as devidas apresentações, e todos aceitaram de muito bom grado.
— Como podem ver, temos predominância dos Pokémons water-type, mas também separamos algumas áreas reservadas aos ice e grass-type. Alguns deles vivem em harmonia, mas nosso principal intuito é trazer criaturas que já não se encontram com tanta facilidade nos oceanos, rios e mares; principalmente para as crianças e gerações futuras tenham a chance de conhece-los — explicou a guia. — Como podem ver, o saguão é onde nos encontramos no momento, há muitos corredores e andares espalhados pelo restante do aquário que eventualmente levarão até aqui. Na entrada vocês têm acesso às lojinhas e restaurantes que servem desde pizza até culinária local; se seguirem pela direita chegarão ao setor dos tubarões e fósseis; à esquerda ficam os animais exóticos e pinguins; e seguindo pelo centro está o setor das batalhas e também a área infantil onde os visitantes podem tocar alguma das nossas criaturas marinhas. Por onde desejam começar?
— Batalhas intensas! — exclamou Kailani.
— Pinguins e foquinhas! — Miliani quase teve um infarto. Ela adorava criaturas fofas.
— Podemos tocar nos bichos? — perguntou Uko, este era seu maior sonho.
— Alguém disse pizza? — continuou Ika.
— Eu quero ver TUDO — respondeu Dylan, desesperado para começar.
Completamente perdida, a sequer soube qual área sugerir primeiro.
Hal sempre achara que os aquários eram lugares chatos para gente rica, costumava pensar que seria melhor ver todos aqueles Pokémons soltos em seu ambiente natural, mas conforme aventurou-se pelos corredores frios em tons azul ele compreendeu que o objetivo das pessoas que trabalhavam ali era também proteger tais criaturas. Diversas espécies de Pokémons desapareceram com o passar dos anos, os Relicanths de Hoenn estavam quase em extinção, enquanto os Tirtouga se tornavam cada vez mais raros.
Hal observava um aquário de Carvanhas quando o pequeno Popplio se cansou da viagem pulou de sua mochila, começando a andar livremente por aí. Hal começou a segui-lo, apesar de sua irmã estar envolvida demais com as atrações de algo que nunca tinha visto tão de perto e sequer sonhava em presenciar.
— Chefe, volte já aqui! — exclamou, sendo completamente ignorado.
Ele seguiu seu Popplio até o saguão que deveria ser o setor dos fósseis. Nele existiam aquários tubulares com Pokémons reais ali dentro, itens expostos para exibição e placas enormes com a história de cada criatura.
Alguns dos maiores biólogos do mundo trabalhavam no aquário em seu período de férias, preferiam não parar as atividades e usavam do tempo extra para cuidar e aprender sobre tais criaturas, além de aproveitar o melhor que uma região tropical tinha a oferecer. Era a primeira vez que Hal via tantos Pokémons das profundezas, num dos aquários havia um Huntail que se escondia entre as pedras, ao menor sinal de um humano ele tentou avançar e deu de cara com o vidro, retornando para seu esconderijo e lá permanecendo, vigilante.
— Dylan  deve ter sentido muita dor quando foi mordido por um — presumiu o garoto, tocando levemente o colar em seu pescoço que tinha um dente da criatura.
Poderia passar dias estudando ali dentro e ainda não descobriria tudo sobre Pokémons aquáticos tão fantásticos.


Popplio andava tão tranquilamente pelos corredores que alguns turistas pensaram que ele era parte de alguma atração e começaram a fotografá-lo. Vaidoso do jeito que era, Chefe exibia-se para as câmeras até que Hal teve de intervir e tirá-lo dos holofotes.
— Pare de chamar atenção! Até parece que nasceu para brilhar...
Assim que o colocou de volta na mochila, no instante em que saiu do setor dos fósseis, percebeu que o saguão principal dava em muitos corredores diferentes. Não havia o menor sinal de para qual deles seus amigos tinham seguido. Hal ajeitou a mochila nas costas, olhou o relógio e percebeu que ainda teria muito tempo para divertir-se no maior aquário do mundo antes de ir embora.


— É esse aqui! — Dylan apontou para o peixe cor-de-rosa que estava num dos aquários. Seus amigos se atentaram às descrições da criatura e uma placa que indicava o nome: Bruxish. — Mas agora que estou vendo com mais atenção... que bicho feio da porra — e caiu na risada.
Aquele setor estava repleto de criaturas nativas de Alola. Havia um peixinho miúdo chamado Wishiwashi, e diziam que quando se sentia ameaçado ele se juntava a outros de sua espécie, formando uma criatura colossal e assustadora capaz de enfrentar qualquer ameaça. Uma enorme sombra passou lá longe, e de relance foi possível ter uma breve ideia do quão perigoso eles eram.
— Dizem que até mesmo os Gyarados têm medo de enfrentar um Wishiwashi nessa forma — falou Kailani. — É por isso que não se pode brincar com os baixinhos no jardim de infância, vai que depois ele volta com sua gangue inteira!
Ika e Uko se divertiam na entrada tocando Pyukumukus e Wimpods em uma piscininha rasa. Uma das instrutoras lhes contou um pouco sobre a habilidade Innards Out e o método de defesa dos Pyukumuku, que odiavam ter seus espinhos nas costas tocados. Quando isso acontecia, eles aprenderam a regurgitar seus órgãos internos que mais se pareciam com um punho, atacando possíveis ameaças ao redor.
— Isso é tão bizarro — comentou Ika, coçando o bigode. — Faz de novo!


Todos riram, e foi então que Mili se deu conta de que faltava alguém no grupo.
— Cadê o Hal?
Seus amigos estavam tão entretidos com as criaturas marinhas de Alola que não tiveram tempo para reparar em uma criança que foi se afastando lentamente. Dylan sequer ouvia o que Mili dizia, Kai era a única que tentava consolá-la.
— Eu não acredito que ele fez isso. Hala Kameahookohoia, eu não acredito! Como consegue ser tão idiota? Parece que nunca cresce! Ele pensa que eu vou estar aqui para sempre pra cuidar dele? Que droga, Hal, você consegue estragar o único momento que tínhamos para aproveitar!
— C-calma, Mili. Nós vamos encontra-lo! — disse Kai.
— Parece que ele deu um teleport para bem longe... Irado — continuou Ika.

 — E se pedíssemos para alguém na recepção anunciar o nome dele?
— NÃO! Dylan, isso não!! Não existe coisa mais brega! Eles vão pensar que somos um bando de turistas frescos que não sabem resolver nada sozinhos, temos que encontra-lo sem causar alarde!
— Gritando desse jeito vai ser meio difícil — respondeu Kai. — Olha, seguinte, se não quisermos chamar atenção, então vamos fazer do jeito mais difícil. Podemos tentar nos separar em grupos para ir atrás do menino.
— Eu e a Mili podemos ficar juntos? — sugeriu Dylan, contente.
— Não. Você vai com os dois negões.
— Ahhm... Tudo bem...
Kailani pegou no braço de sua amiga e correu de volta para o saguão central. Enquanto isso, Dylan, Ika e Uko observavam um Feebas esquisito que passava por um dos aquários e depois se entreolharam.
— Irado, né?
Os dois balançaram a cabeça.
— Irado.

Mili e Kai tentavam ser o mais discretas possíveis, mas era difícil não chamar atenção sendo que desde os moradores da ilha até os turistas reconheciam de longe os longos cabelos prateados da dançarina. Algumas pessoas até pediram para tirar fotos juntas, como se elas fossem uma espécie de celebridade, e ansiavam por um show à noite no palco principal do aquário, que eram muito frequentes no auge da temporada de verão..
— Bem, eu nunca fui chamada para dançar na frente de tanta gente! — respondia Mili quando perguntada, completamente envergonhada. Sua amiga tinha de puxá-la para longe dali antes que perdessem completamente o foco da busca.
Elas dobraram um corredor no setor dos Magikarps comuns, um local onde ninguém frequentava por achar muito sem graça. Estava completamente vazio, Kailani andava depressa sem largar o no braço de sua companheira com certa urgência, ela parecia desesperada em encontrar Hal, e isso de certa forma confortava o coração de Mili por ver que sua amiga estava tão preocupada quanto ela.
Kailani deparou-se com um depósito de alimento e apontou para dentro.
— Ele deve estar aqui escondido. Só pode estar aqui!
— Por que o Hal estaria escondido em um lugar cheio de ração para Magikarp?
— Eu conheço a figura. Vem logo, vamos entrar.
As duas precisaram se espremer ali para conseguir passar, perceberam como era pouco espaçoso, apesar de devidamente organizado. Ainda fazia muito calor lá fora, seus corpos suavam, ainda mais no desespero para encontrar logo a criança desaparecida que deveria estar brincando de se esconder em algum lugar do maior aquário do mundo.
— Ele não está aqui, Kai, vamos embora!
— Espera — disse ela, indo até a porta e verificando a maçaneta. — Está trancado por fora.
— Como assim trancado por fora?
— Ué. Tenta abrir, se quiser.
— Derrube a porta então!
— Que tipo de monstro você acha que eu sou? Não é porque eu treino todo dia que eu devo sair socando e destruindo tudo, no fundo ainda sou uma lady, querida! Por mais que não pareça.
Miliani foi até a porta e tentou abri-la, mas parecia realmente estar trancada de forma misteriosa. O depósito começava a ficar mais quente, ela sentiu uma gota de suor escorrer pelo pescoço e o vestido já grudava em seu corpo. Estava arfando de cansaço quando virou-se para sua amiga e exclamou:
— Você planejou isso.
— Eeeeeeeeeeeu?! — Kailani tentou parecer surpresa. — Imagina!
— Ah, planejou sim! Nós duas, trancadas em um depósito enquanto meu irmão está perdido em algum lugar, aposto que está chorando e desesperado para me encontrar enquanto você fica aqui, me atiçando com esses shortinhos curtos e esse... esse... abdômen definido!
Kailani arqueou uma das sobrancelhas. Estava começando entender aonde ela queria chegar.
— Tem razão. Está ficando meio quente aqui.
Ela aproximou-se da amiga e a prensou contra a parede. Por um instante não importou o lugar e nem as circunstâncias, o fato delas estarem em um ambiente público completamente desconhecido as excitava, o desespero fazia o coração de ambas palpitar mais depressa, fosse por preocupação ou por simplesmente saber que, no fim, daria tudo certo.
— Estamos trancadas aqui. Não há o que fazermos agora. Não se preocupe com seu irmão, ele já é bem grandinho, sem contar que temos três homens muito responsáveis e experientes procurando por ele, então vai dar tudo certo, ok? Confie em mim.
— Você só está falando assim para tentar me dissuadir...
Kailani começou a beijar seu pescoço enquanto levantava a saia com a outra a mão e arrancava suspiros de sua amiga.
— Eu adoro quando você usa palavras chiques. Não entendo porra nenhuma.
— Você não tem jeito mesmo... Mas seja rápida.
— Isso eu não posso prometer.


Hal continuava seu tour pelo aquário, mas em momento algum se sentiu sozinho. De certa forma já estava acostumado ao silêncio, e gostava da companhia de tantos Pokémons aquáticos ao seu redor. Ele alcançou o que deveria ser a maior área de todas, onde viviam as Mantines, Sharpedos e até mesmo um Wailmer. O aquário dava voltas pelos corredores, passando até mesmo pelo teto sobre suas cabeças. Era realmente surpreendente, ainda que o Rei fosse o maior e mais suntuoso de todos os Mantines, ver tantas criaturas juntas num só lugar era um espetáculo para qualquer pessoa.
Hal estava tão maravilhado com o tanque que nem notou quando uma moça com aparentemente a idade de sua irmã aproximou-se.
— Oi, garotinho. Você está perdido?
Ela era muito bonita, usava uma blusa branca por cima do corpo coberto apenas pelo maiô ainda molhado. Ela parecia ter acabado de sair de uns tanques, e a julgar que se encontravam na área dos Sharpedos, ela devia ser muito corajosa para entrar ali sozinha e alimentá-los. Não parecia ser o melhor dos trabalhos, mas só de vê-la já sentia confiança.
— Na verdade estou com a minha família.
— Entendo. O que está achando de sua excursão pelo “Maior Aquário do Mundo”?
— É tudo enorme!
Ela sorriu, depois olhou para os lados e chegou mais perto do garoto, como se fosse contar um segredo.
— Sabia que na verdade este não é o maior aquário do mundo?
— Sério?
— Sim, é que nossa cidade chama-se Mundo, e querendo ou não, este realmente é o “Maior Aquário do Mundo”, como nosso pessoal do marketing costuma brincar! Mas ainda estamos atrás de outros bem maiores.
— É a primeira vez que visito um. Para mim, sempre será o melhor.
— É ótimo ouvir isso. Ei, você gosta de Pokémons aquáticos também? Vejo que sua Popplio é uma graça!
Hal olhou para seu Pokémon em sua mochila.
— Está falando do Chefe?
— Sim, os Popplios são bem raros aqui em Alola, mas são companheiros e divertidos, tanto que alguns professores os utilizam como escolha inicial. Você tem uma bela fêmea aí, por que não experimenta passar no setor gélido mais tarde? Já está na hora de alimentarem os Piplups e Seels, se der sorte vai encontrar o Empoleon acordado!
Quando a moça se afastou, Hal retirou seu Popplio da mochila e o olhou bem de perto.
— Você é uma... FÊMEA?!!

Já entardecia, Ika, Uko e Dylan ainda divertiam-se jogando ração para as Magikarps obesas no tanque da entrada. Os peixes se aglomeravam em torno deles e pareciam idolatrá-los, como se fossem deuses.
Não demorou para que Kailani e Miliani os localizassem depois de pedirem informações sobre dois homens negros gigantes e um loirinho com cara de turista. As duas estavam com as roupas amassadas, o rosto vermelho e as bochechas coradas.
— Até que enfim chegaram! — disse Dylan, jogando todo o resto de ração que tinha no meio das Magikarps que se aglomeraram em volta dele. — Por que as duas parecem tão... acabadas?
— Estávamos procurando pelo Hal feito loucas! — exclamou Kai. — Algum sinal dele?
— Sim, ele está ali na lojinha de souvenires. E acho que se divertiu bastante, depois de nos encontrarmos demos algumas voltas por aí. Primeiro nós vimos o horário de almoço de um Empoleon, depois ficamos para a apresentação de uma Milotic, estudamos o passado dos Kabutos e assistimos um documentário tedioso sobre a vida dos Slowpoke. Parando pra pensar, até que fizemos bastante coisa... Por que demoraram tanto?
— É uma longa história... — respondeu Mili corada, indo correndo para a lojinha encontrar seu irmão.
Dylan e Kailani se entreolharam, e como quem não quer nada, ele decidiu perguntar:
— É impressão minha ou vocês duas...
— Nem começa.
— Foi mal.
Ao chegar lá, Mili estava para dar uma bronca daquelas em seu irmão. Estava tão enraivecida que praticamente soltava fumaça pelo nariz, mas no instante em que o viu ali, com uma pelúcia de Wailmer nos braços, derreteu-se completamente.
— Oi. Comprei pra você — disse o garoto, entregando o presente nas mãos dela. Dylan se oferecera para pagar, mas Hal respondeu que preferia comprar com seu próprio dinheiro, reunindo sua pequena mesada que recebia toda semana. — Sei que adora coisas em formato de Pokémon, principalmente pelúcias.
Após apenas algumas horas longe do irmão, Mili compreendeu algo muito importante. Ajoelhou-se em frente a ele e o abraçou, às vezes pensando em como era uma irmã terrível por esquecê-lo e deixa-lo de lado.
— Nunca mais faça isso comigo, ouviu?
— Fazer o quê? — perguntou Hal.
— Me deixar.
— Mas foram só algumas horas...
— Não é você quem precisa de mim. Sou eu que preciso de você.
Hal achou muito estranho a demonstração de afeto de sua irmã, mas tentou retribuir o abraço da melhor forma que pôde. Para ele foram apenas algumas horas de diversão.
Mili já sabia melhor do que ninguém que às vezes não valorizamos alguém que está o tempo todo do nosso lado, até que a perdermos. Prometeu a si mesma que nunca mais esqueceria disso.
— E a propósito, nosso Popplio é fêmea.
— O QUÊÊÊÊÊ?!

   

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